… tecnologia e autenticidade preenchem os principais requisitos. Um texto de opinião assinado pela Fundadora da People Talent – Lifelong Learning, Carla Viana.
A evolução do marketing tem acompanhado as transformações estruturais da sociedade, passando de uma lógica centrada no produto para uma abordagem orientada para o consumidor e, mais recentemente, para a integração entre tecnologia e experiência humana.
Este novo enquadramento assenta na utilização de sistemas inteligentes para recolha e análise de dados, mantendo, em paralelo, o foco na confiança, na autenticidade e na relação. A tecnologia deixa de assumir apenas uma função operacional e passa a estruturar a forma como indivíduos e organizações constroem relevância no mercado.
No domínio da marca pessoal, esta mudança traduz-se numa readaptação do posicionamento individual. A presença digital já não se limita à visibilidade; passa a depender da capacidade de gerar significado num ambiente mediado por algoritmos. Plataformas digitais utilizam modelos preditivos que influenciam a exposição de conteúdos, e que condicionam a perceção de valor associada a cada marca pessoal. Como exemplos desta capacidade de adaptação podem identificar-se MrBeast, Kim Kardashian, Gary Vaynerchuk, ou até Cristiano Ronaldo, que estruturam a sua presença digital com base na utilização estratégica de plataformas fortemente influenciadas por sistemas algorítmicos. A diferenciação deixa assim de resultar apenas da especialização técnica e passa a depender da coerência entre identidade, conteúdo e interação digital.
A literatura recente indica também que a confiança se mantém como variável central em ambientes digitais. A utilização de IA sem uma base consistente de identidade pode, sem margem para dúvidas, comprometer a credibilidade da marca pessoal. Também, a crescente automatização de processos levanta questões sobre a distinção entre conteúdo humano e conteúdo gerado por sistemas inteligentes. Este fenómeno introduz mais desafios na construção de reputação, e exige transparência e maior consistência na comunicação da marca pessoal.
Afinas somos humanos e não máquinas… e é “bom” que assim continue a ser.





